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Quinta-feira, 26 de Agosto de 2010

AVISO - Estes comentários podem ser considerados pornográficos!

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ACTUALIZAÇÃO: No mesmo programa, o vereador da câmara, Santiago Macias, depois de questionado acerca da sinalética na cidade responde:
 
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O que a foto mostra, a realidade, é que existe sinalética e não é pouca nem muita. É a suficiente para dar esta mau aspecto da cidade e induzir as pessoas em erro. A pergunta do Jorge não foi inocente!
Já a resposta...
Aqui, neste crivo, a mentira não passa!
Publicado por: Nós Por Moura às 12:49
De Anónimo a 26 de Agosto de 2010 às 17:31
Ahahahahah. Tanta dor de cotovelo... Ricos Mourenses estes que não podem ouvir falar bem da própria terra.

E este blogue cada vez está mais parecido com os artigos de uma certa ave rara em vias de extinção que antes nidificava por cá, mas pela sua imensa "competência" foi recambiado de volta para os lados do estuário do Tejo.

Transportes públicos? Para quê? para as pessoas irem de autocarro desde o Castelo até à Mouraria? Ou até aos Quartéis?

Aproveitamento das potencialidades de Alqueva? Quer-me parecer que houve alguém que escreveu neste blogue há algum tempo que o deixou completamente "abafadinho" no que diz respeito a essas questões. Mas não lhe interessa não é? Tem a sua ideia feita e infelizmente nota-se perfeitamente para que lado pendem essas ideias. Pouco lhe interessa a realidade.

Vias de acesso à Cidade? A partir de onde? Quem vier das Pias a estrada está boa, quem vier dos lados de Alqueva a estrada está boa, quem vier de Norte através da Póvoa não tem razões de queixa, quem entrar por Barrancos encontra uma estrada igual a tantas outras do interior do país. Confesso que eu também gostava de uma autoestrada, mas...

E sobre planeamento de turismo e visitas guiadas era uma excelente ideia informar-se melhor sobre quantas visitas guiadas se fazem em Moura por ano. Olhe, se calhar faz um favor a todos indo até ao posto de turismo e falasse com os funcionários que lá estão, se calhar eles têm essa informação para lhe dar. Aproveitava e via as brochuras que existem com sugestões de percursos, ou então contactasse uma das duas empresas privadas existentes em Moura ligadas a esse ramo ou até com a ADCMoura ou com a ADASA.

Dá a impressão que o autor deste blogue quer transplantar o modelo de turismo de massas algarvio para uma pequena cidade do interior. É uma ideia, sim senhor. Estúpida e insustentável no actual contexto, mas é uma ideia.

E então quer dizer que com base num mau exemplo de sinaléctica (cada vez vai sendo mais difícil encontrar coisas por onde pegar não é?) extrapola-se de imediato essa realidade para todo o concelho, com o único pretexto de chamar mentiroso ao vereador? E pelo vistos ao presidente também. Chamar mentiroso a alguém com base numa opinião, que ainda para mais se encontra mal fundamentada até mais não, não é lá muito bonito. Não é não.

Entretanto vão metendo gelo nisso, é capaz de ajudar a desinflamar.


De Marcos a 7 de Setembro de 2010 às 16:40
Em 1º Lugar se o senhor é tão defensor do debate útil e sério, qual a razão para não se identificar? Os acessos a Moura, do seu ponto de vista, estão bons. Então só posso concluir que o Senhor não sai de Moura ou seja, não percorre as estradas que diz estarem boas nem vê o exemplo de boas acessibilidades que até bem perto de Moura se podem percorrer. O que diz da estrada de Serpa? Está boa? Basta ver os arranjos de flores. Nas minhas contas só no último ano morreram 5 pessoas nessa estrada. E a estrad do Sobral? Está boa? Tenha vergonha por favor, aquilo é uma estrada terceiromundista, mais a mais quando se trata de um acesso à fronteira espanhola. E a estrada de Alqueva?. Realmente está boa. Mas porque razão ficaram 4 Km por requalificar? Precisamente os que nos levam a Moura. Não será portanto de estranhar que o milhares de visitantes de Alqueva prefiram continuar os seus passeios por outras bandas. Já agora não estranha o facto de não haver nenhuma placa junto ao paredão de alqueva a convidar os turistas a visitar Moura? O que há para visitar em condições? Já percebi que o Senhor também veste de "vermelho" mas terá certamente que admitir que em 3 ou 4 mandatos, já nem sei quantos, era possível fazer mais e melhor. São sempre obras de Santa Engrácia. Eternas e inacabadas. O exemplo que o Sr. dá do posto de turismo é um bom exemplo. As paredes do interior estão cheias de humidade, as brochuras são medíocres e há meia dúzia de frascos de mel e de azeite expostos. Mas o que é isto? Posto de Turismo. O senhor tem que sair mais de Moura para aprender com exemplos que não se contentam com a mediocridade a que as nossas gentes estão habituadas. Por isso é natural que eleições após eleições voltem a ganhar os mesmos. As pessoas contentam-se com pouco. E os Senhores sabem disso. Voltando aos acessos a Moura. Já reparou que nenhuma das entradas em Moura está requalificada com rotundas bem arranjadas. Com pequenas esculturas alusivas à história da nossa cidade e ás nossas riquezas naturais. Já reparou que as nossas rotundas fazem lembrar entradas em terras abandonadas. Que pena. Já saiu de Moura para ver as entradas das cidades com a dimensão de Moura. Já reparou que a existência de ciclovias é hoje uma banalidade em qualquer terra moderna? Bem eu continuava aqui toda a tarde a apontar várias carências da nossa cidade. Mas teremos certamente oportunidade para falar novamente. PS: Identifique-se.


De Anónimo a 7 de Setembro de 2010 às 19:52
Só me identifico em blogues que os autores façam o mesmo. E falando sobre anonimato, Marcos há muitos!

E antes de apontar culpas a "vermelhos" ou seja a quem for, era melhor informar-se sobre sob que alçada se encontram as estradas que referiu. Que, continuo a dizer, excepto a do Sobral, não estão assim tão más como as pintam.

Sobre o destino dos milhares de visitantes de alqueva, aconselhava-o a dar uma vista de olhos na estatística de dormidas em todos os concelhos do Grande Lago. Depois diga qualquer coisinha.

E o que há para visitar em condições em Moura?? Perante isto tenho de dizer, se a mim me recomenda que conheça outras paragens (quando é precisamente por conhecer que sei do que falo) eu recomendo-lhe vivamente que conheça melhor aquela que diz ser a sua terra.

O Pátio dos Rolins, caso não saiba é um edifício do século XVI, se as casas novas no centro histórico criam humidade e salitre, o que fará uma construção com 500 anos?

E deixe-me que lhe diga que o sr é um pedante e um pretensioso! Chamar medíocres aos habitantes do concelho só porque não concordam consigo não me parece que seja o caminho mais apropriado.

Mas quanto às entradas da cidade concordo plenamente que podiam estar melhores, embora não me pareça algo que seja determinante nem prioritário.
E já que fala em ciclovias, sugira aí um percurso em Moura. Pode ser que quem decida leia isto e agarre nessa sugestão.

Ah, e obras de Santa Engrácia ou não, o que é certo é que se estão a fazer e depois de acabadas, quem quiser criticar, arranja sempre outras coisinhas, tipo os sinais e caixotes de lixo, cagadelas de pombos e ninhos de cegonhas.


De Marcos a 8 de Setembro de 2010 às 15:06
Como me parece que o Senhor não está a falar da mesma terra que eu (Moura - Baixo Alentejo) vou enumerar algumas carências que eu identifico e que não são todas, certamente terei oportunidade de lhe denunciar mais.

- A recuperação do castelo (na totalidade) não ata nem desata - não está iluminado como é normal em qualquer outra terra deste País;
- O Convento do Carmo vai acabar por cair. Não se esqueça que foi dali que saiu D. Nuno Álvares Pereira recentemente beatificado - nada disto é aproveitado para chamar turistas, curioso não?
- A Mouraria (um bairro único) está descaracterizado com 1ºs andares e outras aberrações;
- O complexo de muralhas da cidade está ofuscado quando poderia ser descoberto, conservado e iluminado (veja Serpa por exemplo, ou Évora);
- Os ribeiros que atravessam a cidade ou estão tapados e com construções em cima ou cheios de matagal (não seria possível criar nas suas margens um parque da cidade, ajardinado, com parques de merendas, etc - um bom local para a criação das ciclovias de que falei);
- O Estabelecimento Termal resume-se a duas ou três banheiras manhosas - Moura já foi conhecida pela qualidade das suas águas - quando actualmente por todod o País proliferam os SPA's e estabelecimentos termais modernos;
- O Parque de Campismo.........é melhor nem falar disto;
- O monumento à Moura Salúquia é uma coisa sinistra que eu nem sei descrever e que só serve para prender a esplanada de um café - não seria possível inaltecer de uma forma mais digna a história da cidade;
- Não há um monumento digno e de bom gosto à quantidade e qualidade das nossas águas;
- O Centro de Saúde é medíocre e não dá resposta ás necessidades da população - este é um do exemplos de construções em cima dos ribeiros que atravessam Moura;
- Algumas ruas da cidade parecem retiradas de um filme de guerra - exemplo: Rua Bernardo Costa (sabe onde é?);
- O nosso querido Cineteatro Caridade está ultrapassado e não tem sessões de cinema com regularidade;
- A zona industrial é uma vergonha - não tem bocas de incendio suficientes ou estão inoperacionais, as valas de escoamento de águas estão completamente obstruidas, as ruas estão degradadas, os lotes não ocupados estão cheios de mato - não acha uma vergonha?

Bem, estas são algumas coisas de que me lembro agora mas há mais......

Com as coisas nestes termos como é que o Sr. quer atrair turistas, fomentar a cultura junto das populações, fixação de jovens, dar condições dignas ao nível dos mais elementares direitos das populações como a Saúde, Justiça, etc, atrair investimento.

Lembrei-me de mais uma coisa - já reparou que não vimos qualquer tipo de promoção ao civismo da população nem tão pouco o policiamento de proximidade e prevenção.

Esta conversa poderia durar mais algum tempo mas penso que teremos mais oportunidade de escrever sobre a situação da nossa Cidade.


De Anónimo a 9 de Setembro de 2010 às 01:19
A recuperação do Castelo está a ser feita por fases. Terá porventura o Sr. a mínima ideia dos montantes envolvidos nesse tipo de obras? No presente momento estão a decorrer as obras de construção do posto de recepção ao turista.

O convento do Carmo está dependente de investidores privados. A câmara não consegue suportar o custo da reconversão do edifício. Já foi uma grande vitória ter-se conseguido que esse património passasse para a posse dos Mourenses. No entanto e segundo me têm dito, as negociações com interessados estão a decorrer. E só mais um pormenor, D. Nuno não saiu do Convento do Carmo, ele veio sim a Moura buscar carmelitas para "povoar" o, na altura, recém edificado convento do Carmo de Lisboa.

A Mouraria já no século XVI tinha primeiros andares, para o constatar bastou-me olhar para a capa de um livro sobre Moura chamado "História da Notável Vila de Moura" que reproduz uma gravura desse período. A adulteração ao bairro original começou muito antes do século XX e é uma realidade. Mas de qualquer das formas está prevista uma intervenção no local para eliminar elementos arquitectónicos dissonantes através dos fundos comunitários. E irá arrancar dentro em breve.

A designada muralha nova foi recuperada há meia dúzia de anos e vai ser valorizada na mesma altura que se iniciar a construção do "terminal" e a transformação do Matadouro em Museu. A iluminação do Castelo de Moura, está para breve também. Acho que incluída nesta fase da obra de construção do Posto de recepção ao turista do Castelo. Mas posso-me informar melhor.

A requalificação do convento do Carmo pressupõe no seu projecto a existência dessa valência Termal. O próprio Hotel de Moura, quando construir a sua nova ala, será dotado desse equipamento.

A requalificação das margens das ribeiras é uma boa ideia, mas dentro desse género de intervenção a prioridade vai para o Sobral da Adiça. Porque se em Moura é uma questão estética, no Sobral é a vida de pessoas que está em causa. E a manta é mesmo muito curtinha, não chega para tudo.

A arte está ligada a gostos, e estes não se discutem.

Sobre o Centro de Saúde concordo plenamente consigo. Vamos embora reclamar com o ministério da Saúde.

Bernardo Costa era meu familiar, sei muito bem quem ele era e onde é a rua que fala. Acho que o estado da rua está relacionado com a obra que decorre nas proximidades.

O cine teatro Caridade vai ser, muito brevemente, dotado de novos equipamentos, mais condicentes com os tempos que correm, pelo menos foi o que me disseram quando perguntei o motivo pelo qual estava fechado.

Na zona industrial, que eu saiba, todos os lotes estão vendidos, logo são pertença de particulares. Se a câmara notifica os donos ou não para melhor cuidarem das suas propriedades, não o sei. Mas posso tentar saber.

O civismo começa por ser dado em casa, de seguida talvez nas escolas, digo eu. Mas concordo plenamente consigo, estranho é que uma pessoa tão viajada e conhecedora de outras realidades não consiga perceber que a falta de civismo é um dos grandes males nacionais. E não fazia mal em informar-se melhor sobre as actividades desenvolvidas por entidades como a CPCJ, a Associação Moura Salúquia, a APPACDM e até sobre o trabalho levado a cabo pelos técnicos de acção social da Câmara de Moura.

Sobre a falta de polícias concordo plenamente consigo. Bora todos reclamar com o MAI. Mas de há uns tempos para cá tenho reparado que já se vão vendo mais agentes nas ruas.

Moura não é uma cidade perfeita, longe disso. Mas que há muita coisa a ser feita, e bem feita, para a melhorar, lá isso há. Pelo seu discurso dá para perceber que gosta da sua terra, uma vez que aponta problemas para os quais a sua resolução é transversal a toda a sociedade. Aponta questões sob a tutela do Governo, estado central, Câmara, e até relacionadas com dinâmica da própria população.

Gostará por isso de saber que desde há alguns anos que é encarada como uma inevitabilidade a desertificação humana do interior do País, e que os investimentos têm de ser feitos no litoral já a contar com os que de cá querem sair. E não digo isto baseado nas minhas observações, está escrito no plano de Desenvolvimento económico e social, elaborado em Lisboa pelos que têm responsabilidades na criação de emprego, saúde, educação etc.


De Marcos a 9 de Setembro de 2010 às 10:43
Reparei na resposta que escreveu, a utilização de palavras e expressões como:

- está a decorrer
- está previsto
- irá arrancar
- está para breve
- será dotado

Ora é exactamente disto que se trata. Mandato após Mandato as coisas continuam no âmbito das expressões atrás mencionadas.

Continuamos a ouvir de forma recorrente, não só por parte da Câmara mas também do Governo que, esta situação já existia, a responsabilidade não é nossa, não está sob a nossa alçada, não é fácil resolver, o orçamento é insuficiente. Parece-me que já está na altura de ter imaginação, empreendedorismo, iniciativa e capacidade negocial para que as coisas possam sair deste estado. Não concordo com esta apatia em que a nossa terra se encontra e não consigo compreender a inércia existente. Não compreendo de igual forma a estrutura pesadissima em que a Câmara se transformou. Penso que a razão tem sido a necessidade de arranjar emprego para os "boys" mas essa política como podemos constatar pelo resto do país é ruinosa em termos de eficiência.

Saudações. Não deixe de participar com as suas ideias e explicações. Acho que esta troca de impressões está ser de alguma forma proveitosa.


De Anónimo a 10 de Setembro de 2010 às 00:26
O dinheiro não corre por uma telha, e os projectos não se materializam a partir da junção espontânea de partículas atómicas. Se a imaginação bastasse para que as coisas surgissem do nada, vivíamos num mundo perfeito. Normalmente existem muitos passos após a parte da imaginação.Elaboração do projecto, as autorizações das entidades tutelares, e finalmente obter o financiamento (claramente a parte mais difícil). A câmara municipal tem um orçamento de 29 milhões de euros, neste momento estão em vias de concretização projectos e obras num valor correspondente a quase o dobro desse valor, só para ficar com uma ideia.

Sobre a capacidade negocial, era bom que as coisas fossem tão simples. Vejamos o caso do centro de saúde e a construção da unidade básica de saúde (ou lá como se chama) em que as negociações levaram a que a câmara para além do terreno, comparticipasse a obra num montante equivalente ao disponibilizado pelo ministério da saúde, que é nem mais nem menos que a única entidade com responsabilidades nessa área. As autarquias nesse ponto não são vistas nem achadas a não ser quando é para entrarem com algum. Resultado destas negociações, já lá vai quase um ano da conclusão da obra e ainda não se encontra a funcionar este equipamento essencial para a nossa população porque o Ministério da Saúde não desbloqueia a colocação dos médicos e enfermeiros necessários. De boas intenções está o inferno cheio, costuma-se dizer. Sobre a questão de Câmara estar cheia de Boys, só revela o seu total desconhecimento da complexidade do trabalho que uma Câmara como a de Moura enfrenta todos os dias, nem tão pouco sabe os números de trabalhadores em Câmara municipais de dimensão equivalente à nossa. Não esquecendo o papel social que as câmara municipais desempenham nos municípios do interior. Em todos, sem excepção. E agora convidava-o a fazer uma reflexão e me dissesse quantas obras directamente imputáveis ao poder central foram feitas na última década em Moura? Quantos postos de trabalho foram criados a partir de projectos imaginados e concebidos em Lisboa (convém não se esquecer que a criação de emprego é uma das áreas que a constituição portuguesa atribui aos Governos nacionais e não às autarquias).

Depois diga qualquer coisa.



De Marcos a 10 de Setembro de 2010 às 10:33
Caro Anónimo:

Quando eu falo em imaginação, estou a falar em imaginação para ganhar dinheiro e não para gastar.

Elaboração de projectos, as autorizações das entidades tutelares e finalmente obter o financiamento são questões com as quais lido diariamente, como tal sei bem do que fala. No entanto esta questão remete-nos para um colóquio ao qual tive o desprazer de assistir, que serviu para trocar algumas impressões sobre o último Quadro Comunitário de Apoio em que a determinada altura o Sr. Dr. Vereador Professor e sei lá mais o quê Santiago Macias teve o descaramento de dizer que o Dossier era de tal forma complexo que teriam que contratar um "expert" para o esmiuçar e permitir à Câmara perceber de que forma e a que Medidas se poderia candidatar. Eu Pergunto: "O que é que este Senhor anda lá a fazer na Câmara? Não será da sua competência e de quem o rodeia fazer esse trabalho? Quem seria esse "expert"? Quanto custaria à Câmara?

Posso dizer-lhe que a elaboração de Projectos requer muito estudo, pesquisa, imaginação, know-how, disponibilidade............Mas tudo isto tem que nos "sair do pêlo".

"Não esquecendo o papel social que as câmaras municipais desempenham nos municípios do interior." - É uma expressão sua. Eu estou de acordo. Mas certamente concordará comigo que esse papel deverá ser acompanhado por contratações baseadas em concursos transparentes, na procura da maior competência e com o pragmatismo de uma empresa privada.

Quantos funcionários da Câmara passam os dias sem fazer nada? Quantos funcionários são admitidos para funções para as quais não estão minimamente habilitados? Os vencimentos que muitos auferem estão em conformidade com aquilo que produzem? São traçados objectivos e feitas avaliações de desempenho? Quantos Projectos desenvolvidos na Câmara ficam na gaveta? Quantas empresas com capitais camarários foram criadas pela Câmara?

Não há favorecimento de pessoas militantes do PCP?
Eu sei que há.

Faço-lhe todas estas perguntas porque já percebi que está bem informado relativamente ás questões da Câmara de Moura e porque admito desconhecer a resposta para as referidas questões.

Já agora aproveito para alertar para uma situação que a Câmara conhece e que se nada for feito poderá acabar em tragédia:

Na Rua com o nome do seu familiar Bernardo Costa está uma casa que já desabou parcialmente. Esta casa irá ruir completamente e pelo aspecto não demorará muito tempo. Acontece que a rua é tão estreita que se a parede que dá para a referida rua cair, irá atingir a urbanização em frente e se houver transeuntes na altura do desabamento certamente ocorrerá uma tragédia. Preocupo-me especialmente por achar que está posta em risco a vida de pessoas.

Cumprimentos.


De Anónimo a 13 de Setembro de 2010 às 01:45
Imaginação para ganhar dinheiro? As Câmaras têm quatro formas de ganhar dinheiro: Transferências do orçamento de estado, impostos municipais, alienação de património e candidaturas a financiamentos comunitários. No caso do primeiro não estou a ver onde possa caber a imaginação. No caso do segundo, o nome fala por si, também não seria preciso muita imaginação. Alienação de Património não me parece o caminho, pois esse património entra na contabilização para efeitos de pedidos de empréstimos bancários. No caso de financiamentos comunitário, a câmara candidatou-se a tudo o que se podia candidatar e entre centenas de projectos conseguiu obter financiamento nas Parcerias para a Regeneração Urbana e Rede Património. Não esquecendo o projecto sunflower. E ficou em primeiro lugar na candidatura que liderou para as redes urbanas para a competitividade e inovação (acho que se chama assim) no âmbito do pólis XXI. Sem contar com outros financiamentos pontuais no âmbito do PIT.

Mais uma vez volta a dizer disparates motivado pelas ideias preconcebidas que tem dos técnicos municipais. Já viu a quantidade de projectos com financiamento aprovado? Será o vereador bem como os técnicos assim tão maus? Não seria o tal projecto mesmo uma coisa do outro mundo em termos de complexidade? E ainda assim não teremos obtido financiamento para ele? E os vereadores não são nem têm de ser técnicos nas áreas dos seus pelouros. Já viu se o Sócrates apenas pudesse ficar com o ministério das obras públicas devido à sua formação? O Augusto Santos Silva poderia ser ministro da Defesa? O Luís Amado Ministro dos Negócios estrangeiros? A Dulce Pássaro Ministra do Ambiente?

Hoje em dia a admissão para a função pública é de longe a mais bem fiscalizada. Quantas empresas privadas são obrigadas a publicar os critérios de avaliação? Quantas dão hipótese de recurso? Quantas são obrigadas a deixar os concorrentes consultar os processos?

E quanto aos militantes do PCP serem favorecidos em concursos não faço a menor ideia. Não tenho acesso à lista de militantes do PCP. Mas é natural que alguns tenham sido admitidos. Não podiam ganhar apenas os de outros partidos, sendo que alguns comunistas até são bons no que fazem, e não é por causa da cor do cartão que são mais incompetentes que outra pessoa qualquer.

Não tenho conhecimento de pessoas a desempenhar funções na câmara sem a habilitação académica e/ou curricular correspondente. Nem o tribunal de contas permitia tal coisa.

Os vencimentos da função pública estão tabelados e funcionam por escalões, que por sua vez têm a ver com uma série de factores como a categoria profissional e os anos de serviço.

E sim, os funcionários públicos são avaliados e bem avaliados. Existe uma coisa chamada SIADAP, sistema integrado de gestão e avaliação de desempenho na função pública, que é obrigatória por lei e sujeita ao ridículo das cotas. A câmara municipal de Moura, por exemplo, apenas tem direito a dar excelente (a nota máxima) a dois dos seus funcionários.

Se todos os projectos apresentados pelos técnicos municipais pudessem ser executados, Moura precisaria de um orçamento 20 vezes superior. Obviamente que alguns ficam na gaveta.

Neste momento e que eu tenha conhecimento, existem três empresas municipais ou das quais a câmara é accionista maioritária. A comoiprel, a Lógica E.M e a empresa destinada a gerir a Contenda, que não sei o nome.


De Marcos a 13 de Setembro de 2010 às 14:34
Caro Anónimo:

Já vi que tem justificação para tudo. Até dá graça. Voçê é um optimista compulsivo como o José Sócrates. Espero que não comungue de outros defeitos desse Senhor.

Reparei que em relação à questão da casa que está a cair na Rua Bernardo Costa não teceu qualquer consideração mas como tem tanto conhecimento em relação à Câmara gostaria que visse se pode fazer alguma coisa.

Em relação à crítica que fiz ao Sr. Vereador Santiago Macias acho que não percebeu o que eu quis dizer e de qualquer forma respondeu-me com mais perguntas. O Senhor que anda sempre tão bem informado é que deveria ter resposta para essas questões.

Se efectivamente a Câmara de Moura, os Vereadores e os seus Técnicos são assim tão bons e competentes, se elaboram tantos projectos e conseguem obter tão bons resultados como se explica a ausência de obras de vulto, com principio meio e fim, devidamente sustentadas, que resolvam os problemas e não sejam só fachada. Não o vou questinar novamente sobre algumas carências que apontei anteriormente porque já sei que me vai responder com:

- está a decorrer
- está previsto
- irá arrancar
- está para breve
- será dotado

Para quando um ordenamento urbanístico em condições. Já reparou que a nossa Cidade está cada vez mais feia, descuidada, pouco limpa, os edificios degradados proliferam, novos cancros aparecem (Campo Maria Vitória), as estradas mal pavimentadas, as que foram recentemente pavimentadas qualquer dia necessitam de nova intervenção, o património histórico é requalificado ás pinguinhas, estamos rodeados de grande beleza natural e nada disso é devidamente aproveitado em termos turisticos. Já reparou no estado em que o Bairro do Girassol se encontra ou é melhor fingir que não vê?

Recentemente falando com um Senhor que reside em Vila Nova de S. Bento mas que nasceu em Moura este dizia-me: "Já nem consigo ir a Moura. Uma terra tão bonita, com as suas paredes sempre caiadas, as ruas limpas, o progresso à vista de todos, o seu cheirinho característico, parece agora uma terra abandonada com obras que não acabam, casas a cair, as ruas tudo esburacado, sem nenhum ordenamento. Prefiro nem ver."

Poderá parecer exagero deste nosso conterrâneo, mas deixe-me dizer que eu tenho a mesma sensação.

Voltando um pouco atrás, quando diz que a intervenção na ribeira de S. Pedro no Sobral da Adiça é prioritária em relação à questão dos ribeiros que atravessam Moura já pensou que em Moura foi feita a mesma asneira ao confinar a mãe natureza e que quando esta resolve mostrar a sua força leva tudo à frente? Não estarão também em Moura vidas postas em risco?

Como a conversa já vai longa deixo-lhe só mais uma questão relativamente ás admissões de funcionários da Câmara:

Sabe-me dizer como se processou a admissão de um senhor como Arqueólogo (penso eu) da Câmara passando depois o mesmo para Presidente da Assembleia Municipal. Não há aqui nenhuma promiscuidade? Não existem situações semelhantes?

Bem, continuaremos em breve a nossa amena cavaqueira. Se quiser é claro.

Cumprimentos


De Anónimo a 13 de Setembro de 2010 às 17:36
O ter justificações para tudo é simples, basta ter razão naquilo que se diz e saber no que se está a falar. Não foi feita nenhuma obra de vulto ou estruturante??

Mais de 150 postos de trabalho criados com o projecto das energias e muitos mais a caminho. Rede de Águas e esgotos de Moura; consolidação do convento do Castelo para evitar a ruína do mesmo e até poderei falar aqui na recuperação do próprio Castelo; O Parque tecnológico de Moura é uma realidade onde já se encontra montada a fábrica de assemblagem de painéis, um ninho de empresas e a sede da Lógica E.M com o laboratório de certificação de painéis solares mais avançado do mundo; somos o concelho com mais unidades de microgeração per capita do país; foi feita a renovação do Parque de Feiras e exposições; quer queiram quer não a reabilitação dos quartéis, da Igreja de São Francisco, a intervenção feita na Igreja de São João, a requalificação da Igreja de São Pedro como Museu de Arte Sacra, assim como a requalificação do Pátio dos Rolins e a aquisição da Igreja do Espiríto Santo, são uma realidade ou nalguns casos (vá faço-lhe a vontade) em fase de conclusão que é como quem diz numa fase já irreversível; já não falando do retorno da contenda e do convento do Carmo à posse do município; na construção das infraestruturas desportivas do estádio do MAC; nas obras nas escolas da Porta Nova, Fojo, Santo Amador, no apoio à criação da Creche de Amareleja; na reabilitação urbana de Safara, Santo Amador e Santo Aleixo; na construção do centro cultural de Safara; na construção em todas as freguesias de polos da Biblioteca Municipal (case study a nível internacional); aquisição da Sheherazade que se tornou numa das principais fontes de receita para o movimento associativo do concelho e um local de diversão para a juventude do concelho; não nos podemos ainda esquecer das intervenções na Rua de Serpa, Mollejas, República e 1º de Dezembro; da remodelação do Gimnodesportivo; da construção do Campo de futebol de Amareleja.

E como pode ter o desplante de dizer que Moura não tem planeamento nem ordenamento? Somos o terceiro município do País onde os processos de planeamento exigidos por lei, vão mais adiantados. Nos últimos 8 anos acho que foram elaboradas e aprovadas mais de 8 unidades de planeamento referentes ao nosso concelho. Se tiver a mínima noção da complexidade que envolve um único processo destes, não lhe resta senão abrir a boca de espanto.

Realmente é impressionante esse seu amigo de Vila nova de São Bento, até me faz espécie que as muitas dezenas de delegações estrangeiras que têm vindo de propósito ao nosso concelho para tomarem contacto com a forma inovadora como se está a processar o nosso desenvolvimento, não tivessem antes ido a qualquer dos um dos outros concelhos vizinhos (que na vossa perspectiva estão todos muito mais à frente que Moura). O que me impressiona ainda mais é ser o próprio Governo do País, que para aqui não mete um tostão, a colocar Moura nesses roteiros como um exemplo nacional no que diz respeito aos modelos de desenvolvimento de regiões deprimidas.

Sobre as obras em linhas de água, aqui em Moura tomou-se essa decisão de encanar o rio da Roda se foi uma decisão correcta ou não? Na minha opinião não foi. Poderia ter sido dado outro aproveitamento a toda aquela zona. No entanto o que é certo é que em Moura não tivemos ao longo destes quase 20 anos um único problema com cheias, e no Sobral acontecem tragédias quase todos os anos tendo infelizmente já morrido pessoas. Acho muito bem a prioridade que a Câmara definiu.

Em relação ao concurso de que fala só me poderia pronunciar se tivesse tido acesso às provas e aos currículos de todos os concorrentes para saber se foi injusta ou não essa colocação.

Quanto à questão de perigo iminente na rua Bernardo Costa , fazia bem em dirigir-se à câmara e chamar a atenção para esse suposto perigo. Num post lá atrás criticou a inércia dos seus conterrâneos, não se esteja agora a passar para o campo deles. A cidadania são direitos mas também são deveres. Não fique comodamente sentado a escrever num blogue à espera que alguém resolva as coisas por si, quando através desse pequeno gesto pode contribuir para um concelho melhor.

E sou optimista sim senhor, sou-o porque tenho razões objectivas para o ser.


De Marcos a 14 de Setembro de 2010 às 16:48
Caro Anónimo:

Começo por "responder" à sua resposta pelo fim:

O perigo que se verifica na Rua Bernardo Costa é do total conhecimento da Câmara a menos que aquelas grades de "protecção" ali colocadas tenham aparecido por Obra e Graça do Espírito Santo. Não tomam medidas porque não querem. Acho que não faz sentido da minha parte ir à Câmara falar de uma questão que a mesma conhece perfeitamente. Por outro lado, das poucas vezes que fui à Câmara expor situações que careciam de resolução, pedir explicações, apoio logistico e incluisvamente presentar uma empresa criada por mim, tudo caiu em saco roto. Mas isso não me surpreende. Afinal de contas EU NÃO SOU COMUNISTA.

Verifiquei que em relação ao Bairro do Girassol não teceu qualquer consideração. Percebo porquê, não há muito para dizer porque o problema está à vista de todos. Efectivamente é de louvar a recuperação dos Quartéis apesar de eu não compreender a demora no inicio (após 3 mandatos) e conclusão das obras mas certamente voçê terá uma justificação qualquer. Estou à espera para ver se a recuperação se ficará apenas pelo edificio e como é apanágio desta Câmara deixar a envolvente na mesma ou pior ou com uma solução qualquer improvisada ou de mau gosto.

Continuarei este texto posteriormente uma vez que vou ter de me desligar. Até breve.

Saudações caro Anónimo.

Aproveito para lhe dizer sem hipocrisias que estou a gostar imenso desta troca de impressões e admito que em certos momentos tem sido esclarecedora de dúvidas que me assolavam. De qualquer forma com todas essas coisas que o Sr diz de Moura continuo a pensar que não estamos a falar da mesma terra. Tanto progresso, a forma inovadora como se está a processar o nosso desenvolvimento e um exemplo nacional no que diz respeito aos modelos de desenvolvimento de regiões deprimidas.
Não lhe parece demasiada demagogia?

Qualquer dia está a enaltecer, como vi no Boletim Municipal, a criação de uma rampa de acesso a deficientes ao Jardim Dr. Santiago que não passava de uma depressão no lancil. Mas não deixa de ser obra da Câmara.

Oportunamente comentarei todas as obras de vulto que referiu anteriormente e executadas em não sei quantos mandatos. 3? 4? Já não sei. Mas é muito tempo certamente.

Já agora se puder e quiser diga-me se é Homem ou Mulher apenas para no caso de ser Mulher eu deixar de a tratar por Senhor. Obrigado.


De Anónimo a 15 de Setembro de 2010 às 00:03
Se foram colocadas grades de protecção, quer dizer que alguma coisa está a ser feita. Também podia ter dito isso logo à partida, escusava de ter dado a entender que a casa estava para ali despedaçada, esquecida e abandonada.

Não sei exactamente como é um processo de demolição coerciva, no entanto deve haver prazos e direitos do proprietário a respeitar. Digo eu.

Então e quer dizer que todos os empresários que têm investido em Moura nos últimos anos são comunistas? Todos os outros são devolvidos à procedência? Veja lá que isso não é bem assim.

Uma pessoa não se pode lembrar de tudo, o bairro do Girassol escapou-me sim senhor. Mas também não passo por aquelas bandas há imenso tempo. Tenho de ver com os meus próprios olhos e depois darei a minha opinião.

O início das obras de recuperação dos Quartéis tiveram início no mandato seguinte ao realojamento das pessoas que estavam no edifício, que se processou em 2005. Impossível portanto terem tido início três mandatos depois quando as obras começaram em 2009. O projecto dos arranjos exteriores foi aprovado o ano passado e foi concebido por um dos maiores arquitectos paisagistas do País e está prevista arrancar brevemente (assim que se receber a tranche do financiamento comunitário.) Agora a minha preocupação maior e de todos os outro Mourenses é se o Sr. Marcos irá gostar ou não...

Essas afirmações "Tanto progresso, a forma inovadora como se está a processar o nosso desenvolvimento e um exemplo nacional no que diz respeito aos modelos de desenvolvimento de regiões deprimidas" não são minhas, são do Sr. Presidente da República, do antigo Ministro da Economia Manuel Pinho, de uma comitiva de 20 presidentes de Câmara Franceses, pelo secretário de estado da energia da administração Bush; até o Primeiro Ministro escolheu Moura para fazer uma Palestra dirigida a estudantes de 15 países sobre inovação e energias renováveis, a revista one world, do New York Times, do Le Monde, etc, etc.

Você não tem mesmo a noção da dimensão e importância do que está a ser feito em Moura, pois não? Da quantidade de entidades, empresas e Universidades associadas aos projectos que estão a ser desenvolvidos, não faz a menor ideia não é?

E para quem acusa alguém de Demagogia, essa espectacular comparação que faz do lancil, fala por si.

Eu não tenho andado aqui o meu latim a ver se o convenço a si. Vi logo que não quer ser convencido e que os seus propósitos vão um pouquinho mais longe que o bem da sua terra. No entanto não considero esta conversa tempo perdido, porque quem se der ao trabalho de nos ler ficará com uma ideia muito clara sobre o que se passa em Moura e talvez a passe a valorizar um pouquinho mais. Porque de pessoas que se limitam a deitar abaixo tudo o que se faça de bom numa terra, caindo no ridículo de parecerem detestar o seu próprio concelho natal, apenas porque quem está no poder não são aqueles que melhor podiam servir os seus interesses pessoais, estão os portugueses e os Mourenses em particular, mais que fartos.

E para facilitar o meu trabalho, ao menos leia com mais atenção o que eu escrevo , não me obrigue a repetir.

Quando as nossas intenções estão definidas logo à partida e se estas forem deitar abaixo, até na Mona Lisa e na Basílica de São Pedro se conseguem encontrar defeitos, quanto mais numa cidade e num concelho com tantas carências como Moura. Por isso cá estarei para contrapor às coisas más (que nem sempre o são) que apontem duas ou três boas, não deixando no entanto de reconhecer, sempre que for preciso, as falhas cometidas pelas entidades com responsabilidades no desenvolvimento da nossa terra.



De Marcos a 15 de Setembro de 2010 às 17:02
Caro Anónimo:

É evidente que umas grades de protecção não são suficientes dadas as caracteristicas das mesmas e a amplitude de protecção que oferecem. Acho que independentemente do processo de demolição demorar muito tempo a Câmara deverá tomar medidas efectivas de protecção porque relembro que estão postas em risco vidas humanas.

O Senhor também deverá tomar mais atenção ao que escrevo. A Empresa que falei foi criada, instalada e tem tido trabalho suficiente. O que eu solicitei à Câmara não foi qualquer tipo de apoio nem tão pouco subserviência aos meus interesses pessoais, mas custa um bocado ouvir da boca de um Presidente que "Santos da Casa não fazem milagres". O que se pretendia era tão só uma palavra de ânimo e incentivo por um filho da terra ter deixado interesses e trabalho noutra terra e resolver investir na sua terra por total conta e risco. Não tenho dúvidas que essa postura seria concerteza diferente em relação a alguém que milite no PCP. Entenda que não tenho nada contra os Comunistas, pelo contrário, até porque da mesma forma que apresentei a empresa em Moura também o fiz em Serpa (Câmara Comunista) e o tratamento foi totalmente diferente tendo o Presidente daquela autarquia inclusivamente inaltecido a ideia do serviço a prestar lamentando apenas o facto da empresa não se estar a instalar em Serpa.

O que eu disse dos Quartéis também não foi devidamente compreendido, mas adiante. A referência que fiz ao lancil foi só para exemplificar um pouco do que a Câmara considera como "Obra Feita" e com a qual enche o Boletim Municipal. Há coisas que não devem ser enaltecidas como "Obra Feita" uma vez que entram no domínio da OBRIGAÇÃO de qualquer autarquia e são para se fazer e não para se ir fazendo.

Presidente da República, Manuel Pinho, Comitiva de 20 presidentes de Câmara Franceses, Secretário de Estado da Energia da Administração Bush, Primeiro Ministro, estudantes de 15 países, revista One World, New York Times, Le Monde, etc, etc.
Estou impressionado!

Eu não estou aqui a escrever à espera que o Senhor me convença seja do que for nem tenho nenhum propósito que não seja fazer perguntas sobre as dúvidas que me assolam em relação a Moura e ao desempenho da Câmara. No essencial o que eu mais estranho é a morosidade, os dois pesos e duas medidas, a incompetência latente de alguns quadros da Câmara, os jobs for the boys (não me venha com coisas que é do conhecimento geral as enumeras situações de favorecimento das pessoas do Partido e da perseguição a quem se recusa militar no PCP - há neste momento dois bons exemplos: Duas pessoas naturais de duas das nossa freguesias, militantes do PCP, que não sabendo muito bem onde colocá-las entraram para os Quadros da Lógica para fazerem sabe-se lá o quê), etc.

Bem, com tudo o que tenho escrito não quero ser mal interpretado e considero que a Câmara tem feito Muita Coisa bem feita e importante, mas é claro que não posso ter a noção perfeita do Trabalho que está a ser feito uma vez que em termos práticos está tudo na mesma ou pior que há trinta anos atrás. Bem, com tantas empresas, entidades e Universidades associadas aos projectos desenvolvidos pela Câmara não compreendo como é que não há mais empresas a investir em Moura, Pólos Universitários, Complexos Turísticos, Equipamentos Desportivos e Culturais modernos, Património recuperado, espaços para o bem estar e lazer, Hospital, e por aí adiante. O Trabalho de uma Câmara não se pode limitar à Bandeira das Energias Renováveis e o resto ser feito ás prestações, de forma pouco sustentada, com uma exigência medíocre e com a morosidade que todos conheçemos.

Já sei que me vai responder com o relato das coisas maravilhosas que a Câmara tem feito e do exemplo internacional em que Moura se transformou. Deixe que lhe diga mas eu continuo sem ver essa "Cidade Maravilhosa"






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